A conclusão do mercado para a teoria marxista

“O Brasil perdeu a chance do crescimento e não investiu em infraestrutura” é um mantra repetido por economistas que não gostam do governo petista. Já ouvi tanto que antipatizo com a frase. Mas saiu uma pesquisa publicada pelo FMI que mostra que o Brasil perdeu a chance do crescimento e não investiu em infraestrutura.

O estudo, na verdade, é uma investigação de uma hipótese de dois economistas da esquerda, Raúl Prebisch (que fundou a Cepal com o Celso Furtado) e Hans Singer.

A teoria deles diz, basicamente, que países que produzem bens primários (commodities) perdem poder de barganha ao longo do tempo. Para não ficar cada vez mais para trás, seria preciso diversificar a produção. Parece óbvio, mas não é. Por anos ouvimos dizer que a força do Brasil é o campo.

Mas, bem, aparentemente, os esquerdistas estavam certos. Um estudo recente do FMI analisou relações de troca de commodities notou uma progressiva desvalorização –claro que ela não foi constante, houve momentos em que o valor relativo de produtos como minério de ferro foram muito altos. O que importa: “Na maioria dos casos, a hipótese de Prebisch e Singer não foi rejeitada”, concluiu o estudo do FMI.

Para escapar dessa armadilha, aponta a The Economist, seria preciso diversificar a produção. Claro que isso é difícil. E seria uma boa ideia aproveitar momentos de alta das commodities. Mas a América Latina não fez isso. 

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