O que importa do Oscar

Pra quem gosta de cinema mesmo, o Oscar é irrelevante. O festival importante mesmo é Cannes. Mas tem duas categorias em que costumam escolher filmes bons. Ou muito bons. Sempre tento assistir todos os indicados a melhor documentário e melhor filme estrangeiro.

No ano passado, por exemplo, concorreram ao melhor documentário “Exit through the giftshop”, “Restrepo”, “Inside job”. (“Lixo extraordinário” também concorreu, até torci por ele, mas era bem pior do que esses três.)

Ao melhor filme estrangeiro concorreram “Biutiful”, “Em um mundo melhor” (que venceu) e (meu preferido) “Incêndios”.

Esses seis filmes são mais interessantes do que o chatinho “O discurso do rei”, que ganhou o prêmio máximo.

Resumo: apesar o Oscar ser uma bobagem, lá no meio tem coisa boa. Nesse ano, “A separação”, que está em cartaz em São Paulo, pode ganhar. É um filmaço. É iraniano, mas não imagine que por causa disso é modorrento, tem cenas longas, aparentemente sem sentido. É um roteiro verborrágico, que lembra mais “Quem tem medo de Virginia Woolf” do que “Gosto de cereja”.

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