A saia que engolia monitores e outros casos

Nos dois últimos dias escrevi posts sobre “shoplifting”, ou seja, furtar de lojas. O primeiro era sobre um livro lançado nos EUA, o segundo sobre dados que aprendi quando quis fazer uma reportagem sobre o assunto. Hoje vou falar de alguns casos que ouvi.

O vendedor gente boa
Um conhecido meu quis roubar um CD de uma loja de shopping. Ele era bem novo, tinha uns 12 anos (tô chutando). E teve a “brilhante” ideia de perguntar para o vendedor onde estava o disco que queria roubar. O funcionário da loja (que, mais tarde se verá, era gente boa) indicou em qual escaninho estava o CD. O moleque pegou o disco e escondeu. Para disfarçar, ele não foi embora imediatamente, mas deu um tempo na loja.

Quando o meu conhecido estava para sair, o vendedor perguntou se ele tinha achado o tal CD. O garoto disse que sim, que estava no lugar indicado. Daí vendedor pediu: “então acha lá pra mim, vai, porque eu procurei e não achei”.

Era a senha para devolver o disco sem causar nenhuma confusão. O garoto entendeu que tinha sido descoberto, e colocou o CD no lugar.

A saia que engolia monitores

Na livraria
É meio paradoxal furtar livro. Se imagina que uma pessoa culta, que leia, não vá fazer isso. Mas acontece – e muito. Vou contar dois casos de uma mesma livraria. Os dois são verdadeiros e foram relatados para mim por um funcionário.

O primeiro é uma história mais ou menos recorrente. Um grupo de adolescentes entra na loja. Um deles pega um livro, e os outros fazem uma “roda” em volta. O propósito da “roda” é impedir que os seguranças vejam ou que as câmeras gravem o que está acontecendo. Rapidamente, eles rasgam a contracapa, onde está grudado o código magnético que dispara o alarme. Eles colocam o livro na mochila e vão embora.

O segundo é bem parecido. Um senhor pega um livro em uma das estantes e vai para o café. Sentado na mesa do café, ele abre o jornal. Embaixo das folhas do jornal ele tira, com um estilete, o cartão magnético da contracapa. E vai embora.

O mesmo senhor fez isso semanas seguidas numa mesma livraria. Daí, um dia, gravaram imagens dele e ele dançou.

Errei, mas não sou ladrão

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Arquivado em Crime, Furto, Shoplifting

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