O que aprendi sobre furtos

Como disse ontem, esta semana vou fazer alguns “posts” sobre shoplifting neste espaço.

Há um tempo quis fazer uma reportagem sobre o tema, mas acabou não indo para a frente. Mesmo assim, soube de uns dados bem interessantes. Vou contar algumas das coisas que “aprendi”.

Livros: além dos mais vendidos, um grande alvo são os didáticos. Eles costumam ser caros e muitas vezes os alunos não estão realmente interessados em comprá-los só para uma prova. Todas as livrarias têm alguma história de furto para contar. As melhores são de pessoas que sabem que é preciso arrancar o adesivo magnético .

Supermercados: os produtos de alto risco nos supermercados não são, necessariamente, os mais caros. O que os ladrões realmente buscam são coisas fáceis de serem levadas (ou seja, nada muito grande), de preço relativamente alto (como pilhas ou lâminas de barbear) e que podem ser vendidas facilmente para mercados “secundários”. Há algumas modas, também. Bebidas energéticas são a grande onda do momento.

Estatísticas: diferentemente de homicídios, por exemplo, o número de furtos é um dos únicos que não para de subir no estado de São Paulo. Há anos. A razão disso, me disseram alguns especialistas (inclusive um que foi tema de uma controvérsia neste ano) é mais ligada ao “pickpocketing” do que ao “shoplifting”. A culpa é, em parte, dos “gadgets” modernos (celulares, iPods, laptos, etc.), muito tentadores para o potencial esportista. Em matéria de “pickpocketing”, pelo pouco que apurei, uma situação encorajadora é o grande determinante das iniciativas.

Foto ilustrativa do "blog da corrupção"

Crime impossível: existe uma controvérsia entre advogados em relação ao tema. Os varejistas já têm prática em identificar comportamentos suspeitos. As equipes de segurança vigiam e gravam imagens de gente furtando. O que eles fazem em seguida é o objeto da discórdia entre defesa e acusação: os varejistas se deixam roubar para em seguida interpelar (e prender) o criminoso. Não vou entrar a fundo na questão, mas o debate gira em torno de se os lojistas deveriam ou não avisar os “clientes” que não o roubo vai dar certo. E, depois da prisão, o fato de uma pessoa ter tentado cometer um crime “impossível”, que não tinha chance alguma de “dar certo”, deve ser levado em conta pelo judiciário, pensam alguns juristas.

Amanhã conto algumas histórias que ouvi ou que ficaram célebres.

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Arquivado em Crime, Furto, Shoplifting

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