Os novos sub do sub do sub gêneros

Nunca entendi direito a diferença entre dub e reggae. Não sou especialista nos subgêneros, e sempre achei que dub era um reggae mais tosco e, por isso mesmo, mais divertido. Associo reggae a um som pretensioso. Aquela empulhação rastafari é insuportável. As únicas letras que prestam do Bob Marley são as simples, de amor (a melhor canção dele é “Waiting in Vain”, um sonzinho doce e simplíssimo – o finzinho, idonwanna idonwanna idonwanna wait in vain, é um dos grandes momentos da música pop).

Pra mim, o genial Lee Scratch Perry é o nome máximo do dub, apesar de não saber ao certo se discos como Super Ape ou Roast Fish Collie Weed and Cornbread são exatamente dub. Isso, claro, pouco importa.

De uns tempos para cá a confusão só aumentou. Apareceu uma grande novidade na área, o dubstep, que deixou tudo ainda mais nebuloso. Não consigo entender precisamente do que se trata, e agora fico ainda mais perdido ao tentar classificar um som como reggae ou dub ou dubstep.

James Blake. Invejo quem faz coisas boas muito jovem

Dubstep parece ser uma mistura de dub com drum and bass e com dancehall. Artistas famosos do subsubgênero fazem músicas que, no meu ouvido, não têm muita unidade: Kode9 parece drum and bass puro, o The Bug soa como dancehall, e o Burial faz música eletrônica melancólica. Esses três são do mesmo selo, o Hyperdub. Quando ouço James Blake penso mais na Laurie Anderson do que na Jamaica, mas na página dele no All Music Guide o estilo dele é Dubstep.

Peaking Lights, dub viajadão, lançou 936, disco bacana

Sun Araw e Peaking Lights, mais desconhecidos que esses outros, lançaram discos viajadões com nítida influência de dub – mas acho que estão fora dessa novidade que é o dubstep. Talvez daqui a algum tempo alguém diga que o som deles é Trip Dub ou Reggae Psicodélico ou alguma coisa assim.

Apesar dessa certa confusão, é muito animador saber que um novo subgênero de música está nascendo e ganhando força. Nos últimos anos novas bandas bacanas apareceram aos borbotões, mas fazia tempo que não surgia algum novo subgênero de música. Talvez seja uma ressaca dos anos 90, década prolífica para a taxonomia musical (grunge, rock alternativo, house, trip hop, tecno, drum and bass, psy-trance, goa, big beat, emocore, electroclash, nu-metal e o raio que o parta).

Como disse acima, fazia tempo, porque de uns tempos para cá os críticos andam falando de novos tipos de música. Além do dubstep, a gente está começando a conhecer a chill wave e a witch house. É para comemorar. Tomara que no Brasil também apareça alguma coisa nova. Acho que depois do tecnobrega, o último novo gênero foi o sertanejo universitário. E é bastante enfadonho.

2 Comentários

Arquivado em Burial, Dub, James Blake, Kode9, Laurie Anderson, Peaking Lights, Sun Araw, The Bug

2 Respostas para “Os novos sub do sub do sub gêneros

  1. maconheiro

    cara vai se ferrar vc nao sabe nada de reggae e vem criticar,vc nao sabe nada de musica nem sei pq escreve artigos vai se fuder seu gay

  2. Zoi

    falou um monte de bosta! hahahah
    mas até que o texto é bom. kkkkk

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