Universitário assassinado não é tão raro assim

Dois estudantes da FGV foram baleados num boteco perto da Fundação. Um morreu e o outro está mal. A notícia, claro, ganhou destaque – não é todo dia que dois jovens de classe média alta (um deles morava sozinho com o irmão nos Jardins) são executados do lado de uma instituição tradicional, enquanto bebem cerveja e jogam baralho. Fiquei especialmente atento porque estudei lá (o japonês assassinado veio até do mesmo colégio que eu), e conheço um estudante típico da GV. A polícia diz que deve ter sido encomendado (ou seja, que eram matadores de aluguel).

Vou relembrar outros casos, mais ou menos parecidos, de universitários que morreram assassinados. Não tem exatidão nenhuma nos parágrafos que seguem, é tudo de memória, e nem sempre a lembrança é igual à verdade factual. São todos casos que chamaram minha atenção na época em que aconteceram. Não por acaso, são todos da USP. Aí vai:

Em junho de 2000 várias faculdades da Universidade de São Paulo fizeram sua festa junina numa mesma sexta-feira. Me lembro de ir na da Psicologia, vizinha da ECA, e na da Poli. No dia seguinte um estudante de engenharia foi encontrado morto dentro do carro numa rua fora da USP. Assassinado com uma bala na cabeça, estava no banco do motorista com as calças arriadas e um preservativo. Aluno de engenharia, se não me engano.

Essa próxima aconteceu nos anos 90. Um aluno de engenharia (de novo) entrou na Poli e matou a ex-namorada, o namorado dela e logo depois se matou. Eu era adolescente, estava no colégio nessa época. Soube da história mais tarde, na faculdade.

O caso mais famoso: no começo de 1999 um calouro de Medicina foi encontrado morto no fundo da piscina do clube da Atlética. A investigação foi tragicômica, um veterano que, brincando, “confessou” a autoria acabou sendo preso.

Em 2005 um aluno de jornalismo foi assassinado com uma facada por um colega dentro da Rádio USP, que funciona no prédio da antiga reitoria. A história é longa, me foi narrada uma vez por uma pessoa muito próxima dos dois. Essa mesma pessoa me recomendou uma boa matéria publicada na Época. Está aqui.

Em 2003, um aluno de engenharia participou da Peruada, festa tradicional da Faculdade de Direito, e depois sumiu. Apareceu morto dias depois no Rio Tietê.

Deixe um comentário

Arquivado em FGV, Homicídio, USP

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s