Uma visita da brigada dos capangas

A Patti Smith apareceu em muitos cantos ultimamente. No filme do Godard, no – chatíssimo – documentário dela mesma, Dream of Life (com alguns poucos momentos geniais, no melhor deles ela conta que imitava a maneira que o Bob Dylan chamava um taxi da calçada), no livro que ela lançou, “Just Kids” (ainda não li, ainda estou em dúvida se vale a pena, não gosto nem um pouco do Mapplethorpe) e nos livros dos outros.

“Time’s a goon” dizem pelo menos dois personagens de “A Visit From the Goon Squad”. Esse é o segundo livro americano lançado no ano passado entupido de referências pop. Provavelmente há vários outros assim, mas a Jennifer Egan, que escreveu esse romance, usa o mesmo artifício que o Jonahtan Franzen em “Freedom“. Muita música para caracterizar personagens. A Patti Smith é a musa de uma personagem secundária em “Freedom”, uma drogada mitômata amiga da uma das personagens principais, a Patty Berglund. Em “A Visit (…)”, um produtor executivo de gravadora ouve Patti Smith durante uma crise profissional.

Essa canção abaixo se chama Piss Factory. É o lado B do single de Hey Joe.

Dá pra entender por que tanta gente usa ela para caracterizar personagens.

Já já escrevo mais sobre o romance que terminei há pouco. Agora estou com preguiça.

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Arquivado em A Visit From the Goon Squad, Freedom, Jennifer Egan, Jonathan Franzen, Patti Smith

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