Grafiteiros do mundo inteiro, uni-vos

Não vou ficar linhas e linhas aqui dizendo como uma arte inicialmente marginal é cooptada para se tornar parte do “mainstream“, como aconteceu com o ragtime, com o rock, com os quadrinhos, etc. Dá uma lida aqui:

“Também são apontadas ‘duas gerações’ de futuros moradores quando o projeto sair do papel: os ‘pioneiros’, primeiros a se mudar para a região, e os ‘seguidores’, que viriam quando as melhorias na área estivessem consolidadas. Entre os pioneiros, são apontados professores, ilustradores, grafiteiros, consultores, diretores de empresas que seriam instaladas no local (…)”.

Esse é um texto sobre a revitalização da Cracolândia. A prefeitura quer que as pessoas morem lá. Esse parágrafo aí em cima é o fim do texto. Os “early adopters” são “grafiteiros”?! Será que tem tanto grafiteiro em São Paulo para virar alvo de campanha para imóvel?

PS: A transformação da Luz/Cracolândia em Nova Luz é das coisas mais complicadas de se entender. Não sei quantos projetos já foram apresentados e quantas ideias já foram descartadas. Um palpite: é melhor estudar mais esse fenônemo do crack antes de tentar uma revitalização imobiliária. Acho que talvez seja uma boa abrir clínicas de revitalização flexíveis na própria cracolândia para tentar mitigar um pouco a situação.

Deixe um comentário

Arquivado em Grafite, São Paulo

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s