Almas Silenciosas

Almas Silenciosas. Ovsyanki, Aleksei Fedorchenko. Nunca tinha ouvido falar dos Merjas. É um povo que existia no meio da Rússia e que foi incorporado pela cultura dos russos há séculos. Mas alguns hábitos eles ainda mantêm.

Almas Silenciosas é sobre alguns desses costumes. O tempo da narração é de dois dias. Conta a história de dois amigos que vão jogar no rio o corpo da mulher de um deles. Um dos personagens narra a história em voice off. Quando o viúvo começa a relatar detalhes da vida sexual da morta (que está no banco de trás), a voz, em off, explica que isso é parte do costume, e que se chama “esfumaçar”.

Os rituais merjas que não cabem naquele momento narrativo são lembrados em flashbacks – por exemplo, a lua de mel (esse tenho que descrever – as amigas da noiva amarram pequenos cordões nos pelos pubianos da noiva. No dia seguinte, o noivo amarra os cordões numa árvore perto da casa. Muito mais legal do que o lençol manchado, diz aí).

Tudo funcionou bem. A narração em off, os flashbacks, a história que se desenrola durante o tempo narrativo do filme e até uma metáfora meio pobrinha com dois passarinhos engaiolados que um dos amigos compra e leva na viagem.

Pode ser que os Merjas não existam, que toda a história do filme seja ficção. Seria mais legal ainda. Bom filme, vale muito a pena.

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Arquivado em Almas Silenciosas, Cinema

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