Meninas, a Vida Agita

Meninas, a Vida Agita (Ragazze La Vita Trema, Paola Sangiovanni). Até agora o pior filme da Mostra. A história da revolução feminista na Itália contada por mulheres normais, que não foram lideranças feministas, não foram da Brigate Rossi, não foram símbolo da luta, mas que tiveram suas vidas mudadas. São quatro mulheres que contam histórias sobre como, por exemplo, disseram aos pais que estavam saindo de casa, como começaram a usar calça jeans, etc. Entre um depoimento sem graça e outro o espectador tem a chance de ver imagens de arquivo descontextualizadas (deveriam proibir isso, o único propósito dessas imagens é fazer o tempo passar). O filme lembra uma conversa chata com alguma professora chata que fica se vangloriando de uma vitória pela qual ela não batalhou.

Eu tinha entendido, da sinopse, que o documentário tinha um baita material das mulheres que dão depoimento. Isso seria um filmaço. Uma mulher de 1945 que nós vemos falando (ou fazendo alguma coisa, o que seria ainda melhor) em 1960, 1970, 1980, 1990, 2000 e hoje. Mas não. O critério da escolha das entrevistadas não nos é esclarecido.

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Arquivado em a vida agita, Cinema

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