Mais Bolaño

“Fantasias Grávidas” era o nome do filme. A mãe do Lalo Cura o carregava na barriga, mas isso não a impediu de atuar. Aliás, o mote foi justamente esse. Acho que o cinema pornô mexicano da década de 70 deveria ser bem parecido com as nossas pornochanchadas.

Prefiguración de Lalo Cura, da reunião de contos Putas Asesinas, foi publicado na New Yorker que está nas bancas agora. Vale a pena ler. É sobre um filho de uma atriz pornô. É um conto em primeira pessoa. Depois de adulto, ele se lembra da infância entre um diretor alemão tarado, da sua mãe, de outras atrizes e de um ator chamado Pajarito Gomes. O tal Pajarito era sempre um coadjuvante. O Lalo Cura nutre uma simpatia pelo cara.

Depois de adulto, Lalo Cura virou um matón, um capanga do narcotráfico. E procura o Pajarto Gomes. O Pajarito acha que vai ser assassinado. Mas não. Se quiser ler, em Inglês, está aqui.

Tô muito fixado no Bolaño. Preciso parar um pouco. Engraçado, mas em Putas Asesinas o Bolaño, às vezes, escreve sobre o Belano, às vezes sobre B. e às vezes sobre Bolaño. Putas Asesinas foi publicado depois de Los Dectetives Salvages. O Belano já existia. Como se trata de um livro de contos, talvez alguns deles tenham sido escritos antes do romance dos Realistas Visceralistas.

De qualquer forma, Prefiguración de Lalo Cura não é o melhor do livro, mas sim o primeiro conto, El Ojo Silva. É a história de um esquerdista mexicano, viado, fotógrafo, que foi morar na Índia e adotou crianças rejeitadas. Sensacional.

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Arquivado em Bolaño, Literatura

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