Nostalgia – that’s what rock and roll is about

É constatar o óbvio, mas aí vai de qualquer maneira: nunca se usou tanto cartão eletromagnético para transações comerciais.

Abri minha primeira conta corrente quando tinha 15 anos. Era uma conta conjunta com meu pai. Não tinha grande vantagem a não ser poder carregar um talão de cheques, que dava algum prestígio (pequeno, mas dava). Recebia os talões por correio. Uns anos mais tarde, no vestibular da FGV caiu uma questão que pedia para preencher uma folha. Não me lembro se realmente fiz a prova com essa pergunta ou se só ouvi falar dela.

Acho que faz uns 10 anos que parei de usar talão de cheques corriqueiramente. Até um ano e meio eu ainda pagava o aluguel do antigo apartamento na Barão de Tatuí com cheque (o dono do apartamento só aceitava cheque ou dinheiro. Antiquado, não? Ele é antiquado. De tempos em tempos eu ia até um caixa eletrônico, imprimia uns cinco cheques, deixava todos prontos e ia entregar no escritório do cara, lá no centro). Acho que nunca mais vou ter que preencher um cheque. Talão, tão antiquado como válvula para mudar o canal de TV.

Ou não. “Os cartões são hoje o meio de pagamento de 25% das transações de consumo, segundo a consultoria Boanerges & Cia.”, diz a Folha de hoje. Não se diz, na reportagem, como se distribuem as outras 75% das transações de consumo. Mas não deve ser tudo dinheiro ou transferência.

Pauline Kael feelings.

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Arquivado em Pauline Kael, Tecnologia

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