Amado Couto Juiz de Fora, 1948, París, 1989

O Rubem Fonseca deu uma entrevista para a Folha recentemente. Falou pouco, mas falou. Acho que o repórter foi o Fabio Victor. Nele, o Rubem Fonseca disse que não chegou a pedir para o dono da Cia das Letras não publicar La Literatura Nazi en America, do Bolaño.

Por que o Fonseca supostamente fez lobby junto ao Luiz Schwartz para barrar La Literatura Nazi en America? Por causa disso aqui:

Amado Couto
Juiz de Fora, 1948, París, 1989

Couto escribió un libro e cuentos que ninguna editorial aceptó. El libro se perdió. Luego entró a trabajar en los Escuadrones de la Muerte y secuestró y ayudó a torturar y vio cómo mataban a algunos peros él seguía pensando en la literatura y más precisamente en lo que necesitaba la literatura brasileña. Vanguardia, necesitaba, letras experimentales, dinamita, pero no como los hermanos Campos que le parecían aburridos, un par de profesorazos desnatados, ni como Osman Lins que le parecía francamente ilegible (entonces por qué publicaban a Osman Lins y no sus cuentos?), sino algo moderno pero más bien tirando para su parcela, algo policíaco, (pero brasileçnno, no norteamericano), un continuador de Rubem Fonseca, para entendernos. Ése escrebía bien aunque decían que era un hijo de puta, a él no le contestaba. Un día pensó, mientras esperaba con el coche en un descampado que no sería mala idea secuestrar y hacerle algo a Fonseca. Se lo dijo a sus jefes y éstos lo escucharon. Pero la idea no se llevó a cabo. Meter a Fonseca en el corazón de una verdadera novela nubló e iluminó lossueños de Couto(…).

O texto segue, mas não vou continuar transcrevendo. É bem engraçado. La Literatura Nazi en America é um inventário falso (quase escrevi “fake“) de autores. Descreve um pouco da biografia dos escritores e lista as obras. Tem dois brasileiros. O Amado Couto é um deles.

Devo alguma coisa ao Rubem Fonseca. Comecei a gostar mesmo de ler por conta de Lúcia McCartney e A Coleira do Cão. Mas isso faz 15 anos. Tenho a impressão de que se tentasse reler alguma coisa teria problemas. Melhor não tentar. Acho que seria parecido com ouvir Pearl Jam hoje.

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Arquivado em Bolaño, Jornalismo, Literatura, Rubem Fonseca

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